A técnica foi descrita pela primeira vez em 1987 e consiste em possibilitar , em um único tempo cirúrgico,a implantação das fixações endo-osseas através do afastamento ou do reposicionamento do nervo alveolar inferior. O objetivo da técnica é driblar a impossibilidade cirúrgica, ocasionada pelo nervo alveolar inferior, passando as fixações endo-osseas por trás do nervo no caso de afastar ou deslocar esse nervo do seu local de origem. O reposicionamento do nervo se dá devido o mesmo ganhar um novo curso que é na lateral desse mesmo osso ,que o abrigava, e o travamento das fixações endo-ósseas em ambos os casos se dá na cortical basal.( basal = parte inferior de um mesmo osso, segundo a literatura do gênero) ( GIOVANI/CENTRO)
OBS: Alguns autores modernos usam o termo travamento bi-cortical a nosso ver tal termo não condiz com a realidade, pois, trata-se de um mesmo osso, logo,uma única camada cortical como um todo, assim sendo, o termo correto acreditamos ser cortical basal.( travamento na cortical basal) (GIOVANI/CENTRO)
O CENTRO acredita estar devendo uma explicação com um pouco mais de conhecimento, ao nosso leitor leigo, sobre os motivos que levam o profissional a utilizar a técnica que visa afastar ou reposicionar o nervo alveolar inferior. (GIOVANI/CENTRO)
Quando o paciente perde qualquer elemento dental começa ocorrer imediatamente o processo cicatricial e por envolver osso há também uma perda óssea fisiológica natural, quando essa perda dental ocorre na região posterior da mandíbula o problema é exacerbado, conferindo à mesma a denominação de extremo livre. O extremo livre mesmo que reabilitado via prótese parcial removível tem uma tendência à reabsorção maior naquela região e abaixo da mesma se encontra intra-ósseo e na posição horizontal o famigerado nervo alveolar inferior, que deve ser preservado durante as manobras cirúrgicas. Geralmente nestes casos de extremos livre mandibular severamente reabsorvidos, que é a condição dos pacientes candidatos a serem submetidos a afastamento ou reposicionamento do nervo , não dão ao cirurgião a chance de eleger outros procedimentos, tais como: enxerto aposicional-cortico-exponjoso ; distração osteogênica e etc… (GIOVANI/CENTRO)
O procedimento é visto com reservas por alguns profissionais e também já o foi pelo CENTRO, porém,o mesmo após pesquisas(2006) que vem sendo desenvolvidas com o uso de tubos guia e células estaminais autólogas diferenciadas in vitro objetivando corrigir neuropraxias acidentais, acabou aprimorando o procedimento e atualmente podemos afirmar que as técnicas estão mais previsíveis e quando bem aplicadas soluciona o problema do paciente , com bom prognóstico. (GIOVANI/CENTRO)
Por questões de segurança,achamos de grande valia recomendar que todos os procedimentos realizados em extremos livre mandibular sejam sempre executados com tomografia computadorizada e com uso de guias-cirúrgico. A recomendação refere-se mais aos casos em que é possível operar pela técnica direta ,ou seja, implantar as fixações endo-osseas direto sem ter que recorrer a qualquer outra técnica a não ser à própria usada na hora da implantação. (GIOVANI/CENTRO)